terça-feira, 31 de março de 2009

Estar errado é uma forma de estar certo sem precisar da opinião de terceiros.
O que existe é imaginação. O resto é o mundo.
Quem dera todas as pedras que tropeçassemos fossem preciosas. Ou são?
Há pessoas que pelas quais não vale a pena sorrir, pois a primeira coisa que farão será procurar por uma carie em seu dente.
Em seu maior momento de sabedoria, descobrirás ser um tolo.
O tempo é inimigo até dos sonhos, mas sem eles nunca despertaríamos dos pesadelos.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Sonhos moribundos

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Escrito dia 31/07/2007.
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Criei para mim um vácuo,
nele mergulhei profundo,
tento sair,
tento gritar,
deparo-me cada vez mais fundo.

São passados não acontecidos,
perdidos no tempo,
caminhando ainda,
despertando-me sonhos moribundos
de presságias luas já adormecidas.

domingo, 29 de março de 2009

Heroína

Meu olhar?
Me despreza.

Minha voz?
Me acusa.

Meus ouvidos?
Me ignoram.

Minha boca?
Me cospe.

Minha memória?
Me esquece.

Meu toque?
Me queima.

Meus pés?
Me chutam.

Minhas mãos?
Me açoitam.

Minha fé?
Me rejeita.

Minha razão?
Me enlouquece.

Minha esperança?
Me abandona.

Meu amor?
Me despreza.

Meu sonho?
Me acorda.

Meu eu?
Me traí.

E você? Há! Mas você, meu amor...
Sempre de mim me liberta.

O Relógio

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Escrito dia 23/09/07
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Será que sei para que serve o relógio,
se todo tempo que consumo,
- e não consumo, guardo para mais tarde –
virá fuligem ou nem isso?
Quando é fuligem: guardo-o em um frasco bem medido, nem uma partícula me passa despercebida.
A maioria não guardo, porque seria um desperdício de espaço.
- Admito que só mantenho os frascos bem medidos –
Tenho sim! Um relógio. Se aprendi a usá-lo?
Não sei. Porém, inventei um jeito próprio de controlá-lo:
Giro seus ponteiros em sentindo anti-horário,
conserto o 12 horas, volto no sentido horário;
no ponto 11 horas aciono o segundeiro. Pronto!
Recolho mais algumas fuligens de tempo em um frasco bem medido.
Mas... Advinha? Os três ponteiros se encontram. Todos no 12 horas. E não é que o safado estraga novamente?!
Aí faço tudo outra vez no outro dia.
Acho que preciso de um relógio novo...



Reconciliação

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Escrita no dia 31/10/07.
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Foge o sentimento
do lápis de um poeta,
ascende a lua em lamento
por um anoitecer em esquecimento.

- Quando a lua cresce
sem um vate a lhe enaltecer,
cresce sem cintilar,
frívola e sem poder,
os poemas nascem vazios,
sem emoção a quem os ler –

Esperando ansiosa um olhar,
um gesto de remissão,
a lua pôde flagrar
que um poeta há!
Suplicando seu perdão.

Assim, nunca mais o poeta
esqueceu sua maior amante,
para os poemas nascerem perfeitos,
para as noites caírem brilhantes.

sábado, 28 de março de 2009

Hora do Planeta

Planet Hour



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Precisa dizer alguma coisa? Esses 60 minutos de consciência podem ser os primeiros de quem ainda não se sensibilizou com a ameaça do aquecimento global. Uni-vos nessa hora, que nesse momento uma semente seja plantada na mente de cada um, e que dela nasça uma árvore com as raízes fortes da sustentabilidade, o fruto gerado será um futuro melhor.

Para mais: http://www.earthhour.org/home/br:pt-BR

quinta-feira, 26 de março de 2009

O Furto

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Escrita dia 30/03/2008
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Viajei até as fronteiras do pensamento
encontrei tantas bestas, tantas belezas
tudo existia lá
doía ver as brumas, sentir os néctares
tudo doía tanto
não era apenas uma quimera
escutava de tempo em tempo
uma fera que berrava
usurpava a atenção
dos pensamentos flutuantes
mas o que me devorou
e foi aí que me perdi
foi tua imagem
tudo tinha tua forma
de tudo roubavas a cor
acho que por isso que tudo era dor
agora que voltei, sozinho
sei o que sofro
tua imagem, minha tatuagem
tua voz, minha canção
teu cheiro, não lembro
ofegante estou
fulguraste
me roubaste
agora só te tendo
me terei de novo.

O Cântico Do Rei Lira

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Para começar, uma poesia que escrevi há uns 2 anos, não é minha favorita, escolhi essa para iniciar o blog, porque é uma das poucas que estão digitalizadas no meu pc =p

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O Cântico Do Rei Lira

Da janela enluarada
despencam embriagadas
as palavras nostálgicas
que eternizam a amada.

As lágrimas rangidas
congelas pelo frio
que o seu calor abriga
horizontes é agonia,
loira as fantasias,
quem pede é a senhora solidão
as mais sucintas alegrias.

Abrindo as Asas...

E esse é um belo dia de paz aparente, ao qual decido criar este blog.
Por quê?
Não estou certo se até a mim não é velada a resposta mais sincera para essa pergunta, mas posso lhe dizer que estou aqui com alguns objetivos em mente, efêmeros talvez, como são as idéias que nascem dessa minha cabeça inquieta por natureza. Quero ser escritor de carteirinha um dia - acrescento "de carteirinha" porque escritores todos somos em certas medidas, talvez um dia eu fale disso aqui, não voaremos para estes ares agora. - Onde eu tava? Ah, sim! Serei um escritor de carteirinha, se essa idéia não me escapar pela soleira e minha sorte for favorável até a hora fatídica. Sendo assim, seria bom que eu começasse a escrever, não é? E um blog é uma alternativa aparentemente boa, pois é uma forma barata e prática de dispor suas idéias para quem quiser e puder ler, apesar de certa vez ter ouvido alguém dizer algo como: "Os blogs são cemitérios de textos.". Essa pessoa pode ter uma certa razão, mas mesmo que ninguém leia (isso seria lamentável T_T) eu ainda acho vantagem em pelo menos exercitar minha escrita, pois tenho muito a aprender. Se alguém ler, pelo menos 1zinho, pois não tenho pretensões de ser um blogueiro famoso (talvez só um pouquinho =p), já seria ótimo!

Objetivo outro, porém não menos relevante, seria o de deixar resvalar aqui alguns devaneios, divagações, críticas, resenhas, comentários elementares, arte! ARTE! ARTE! Viva a arte! \o/

Sim! Postarei aqui alguns contos, poesias, crônicas, etudomais, porque sempre LETRAS + ASAS + LEITORES sintetizarão num INFINITO CÉU AZUL. For sure!

Sendo assim... Deixo aqui o convite para voarem comigo. Seja muito bem vindo(a).^^

''Into the sky, to win or die!''

Carlos Flies.