segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Tenho que perder essa mania de sobreviver a cada amor perdido, pois estou ficando cada vez mais forte.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sobre Werther, valores e a felicidade


“Tudo nos falta quando faltamos a nós próprios.” (Werther)

O livro O Sofrimento do Jovem Werther começou me chamando a atenção, primeiramente, pelo formato ao qual foi escrito. Goethe, ao escrever o livro em forma de cartas, conseguiu tornar os relatos do jovem Werther um apelo intimista. Nos sentimos o seu mais fiel amigo, partidários de suas alegrias e sofrimentos.

Cartas é algo interessante. Estamos em tempos onde a comunicação dá-se de forma tão rápida, espontânea e fácil através dos meios instantâneos de comunicação eletrônica. Sendo assim, foi-me motivo de reflexão o papel das cartas na comunicação. Não descarto a importância dos diálogos através dos meios atuais, mas parece que a hiperatividade da modernidade tornou a comunicação algo tão mais superficial.

Talvez as cartas sejam uma forma mais pessoal, profunda e contemplativa de interação entre pessoas.

Mas partamos para o conteúdo do livro... O que eu tenho para falar sobre este livro de Goethe é que o principal núcleo temático, sobre o qual o autor tende a querer fazer-nos refletir a respeito, é de uma pertinência enorme para pensarmos o nosso contexto atual de vida. Quero dizer que a dicotomia entre razão e emoção¹, sempre presente e marcante na sua obra, é, sobretudo, uma discussão sobre a felicidade.

O estilo de vida moderno criou valores frustrantes para a felicidade humana. Os nossos fins, ou seja, os objetivos que determinam nossos projetos de vida, no mundo ocidental e capitalista onde vivemos, tornaram a busca insaciável pelos bens materiais a meta comum dos indivíduos, e por consequência tendemos a pensar que as conquistas desses objetivos trarão, como se fosse um objeto que pode ser carreado, a felicidade.

A felicidade, no meu ponto de vista, não está nas convenções maliciosas que a sociedade ocidental nos instrui a ambicionar desde que nascemos. A razão, no entanto, é importante, tem um fim na sobrevivência humana, não somos tão adaptados instintivamente para sobrevivermos ao meio como os outros animais. Somos animais culturais e racionais, e disso depende nossa sobrevivência, pois através disso transformamos o meio para que nele possamos viver. Mas o problema é que o excesso de racionalidade distorce os valores que realmente contribuiriam para a felicidade humana.

No livro, Werther é um ser humano que não se encontra no mundo racional onde vive, para ele não faz sentido as mesquinharias pelas quais os homens passam a vida inteira lutando, e quando conseguem ainda resta o vazio existencial. Não concorda com a desatenção que a vida materialista gera para os aspectos emocionais e vitais dos indivíduos. Werther sofre, pois é um ser humano deveras sensível e que não consegue tratar com naturalidade o estilo de vida da sociedade onde está inserido. Percebe-se como um homem de valores distintos, mas os quais o deixam numa penosa solidão. Quando encontra uma pessoa, nem que seja minimamente parecida com ele, acha que encontrou tudo. E a paixão que lhe causou Lotte, mas que não pôde consumar, acabou por destruí-lo. E o que mais se esperava, se o significado que ele deu a sua vida não pode ser vivido?

Os nossos objetivos modernos de atingirmos status sociais, padrões de beleza, riquezas e bens de consumo só cria competição, frustração e o vazio entre os seres humanos, e apesar disso ser fruto da racionalidade, é uma atitude, em última análise, das mais irracionais possíveis. Um paradoxo.

A felicidade não é uma receita, não se reduz ao genérico, não é algo uno. Pessoas são felizes de diferentes formas, e correndo o risco de me contradizer, há aqueles que, talvez, atinjam realmente a felicidade através das conquistas acima citadas, mas o que eu quero dizer é que isso não deve ser propaganda de felicidade. Só você é capaz de dizer o que lhe causa o seu bem-estar subjetivo².

O bem-estar subjetivo, então, pode ou não conter o objetivo, mas eu posso afirmar que o objetivo não é o fator determinante. Acho que é, quando muito, um complemento.

É de consenso de muitos pesquisadores da psicologia positiva que os valores mais relacionados com a felicidade pertencem a fatores psicológicos como: “personalidade, otimismo, resiliência, gratidão, presença de altos escores de emoções positivas” (Ferraz et al, 2007).

Está ali na citação: “emoções positivas”. Será que Goethe e seu personagem Werther não estão certos? Será que não devemos dar mais valor aos aspectos emocionais? Será que privilegiarmos o “ser”, invés do “ter”, não seria mais prazeroso para nossas vidas?

Esses são alguns dos questionamentos que o livro me causou, e essas são algumas reflexões que fiz. No início não gostei muito do livro, não por outro motivo senão o de não fazer muito o meu estilo, não curto muito literatura ultra-romântica. Mas depois dessas análises passei a nutrir mais simpatia por ele. Ajudou-me a ter mais claras estas questões. É principalmente por isso que o estimo como um clássico importante, sinceramente acho que vale a pena lê-lo.

Notas:

1.    Aliás, essa dicotomia é algo com que Goethe trabalhou toda sua vida. Só a nível de curiosidade, ele foi, junto com seu amigo Schiller, um dos criadores do movimento Sturm und Drang, conhecido no Brasil como Tempestade e Ímpeto. Movimento que, basicamente, pregava na arte a emoção acima da razão.
2.    Usei um termo da psicologia positiva.

Referências:

GOETHE. O Sofrimento do Jovem Werther. 2. ed. São Paulo: Martin Claret, 2009. (Coleção a Obra-Prima de Cada Autor, v.51)

FERRAZ, Renata Barboza; TAVARES, Hermano; ZILBERMAN, Monica L.. Felicidade: uma revisão. Rev. psiquiatr. clín.,  São Paulo,  v. 34,  n. 5,   2007.   Available from .access on 12 Oct.2010.doi: 10.1590/S0101-60832007000500005.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sobre tudo e sobre nada I

Bem... Primeiramente atribuo a mim mesmo a categoria de "Escritor de Prontuários". Ok! Traduzindo melhor, sou aquele que quando escreve, é porque algo não vai bem. É... Isso se é que sou algum escritor de todo. Segundo que tenho uma preguiça enorme de escrever, assim como para todas as demais coisas na vida que dão muito trabalho (Ah, Garfield! Como queria ser você!), isso indica que quando venho aqui é porque algo me motivou fortemente. Ou para compartilhar algo do que muito primo e acho bacana, ou para "chorar as mágoas" e afogá-las nas lágrimas (metafóricas, claro, porque não choro de verdade. Macho, não? XD). Alguns diriam para eu beber para afogá-las, mas não sou um cara que bebe pra isso, gosto de beber por estar feliz, a bebida potencializa o que você está sentido no momento; logo, é mais viável escrever, compartilho com Mario Quintana a opinião de que beber por desgosto é uma cretinice.

Escrever, então, torna-se para mim um recurso alternativo, quando há uma necessidade de expressão e  não acho alguma forma melhor de catarse.


Mas não sei se funciona no meu caso, acho que vou continuar angustiado e confuso, mas vamos lá.

Ham... Deixe-me ver... Ok! Então "começaremos" falando dos últimos dias. É tanta coisa para lembrar! Eu tenho tido dias realmente vibrantes! De descobertas incríveis no meu curso, de integração (esta não tem nada a ver com a da Noiva do Mar! XD), de diversidade na rotina, de compromissos, muitos compromissos. É um misto grande de diferentes experiências. Acho que nunca estive tão sociável antes, sentindo-me tão enturmado com as pessoas. Tenho muitos conhecidos, pessoas realmente interessantes, e me apego fácil à maioria, na verdade sempre tendi a gostar das pessoas e tentar me aproximar delas, mas em compensação, desapego-me com tal qual rapidez, se não sinto significativa reciprocidade. Essa troca justa acontece menos do que se gostaria. Acho que aqui encontramos um dos meus problemas, eu sempre penso que estou gostando mais das pessoas do que elas de mim. Não sei se é falta de auto-estima ou o quê, mas acho que é um pouco mais complicado que isso. Existem muitas variáveis.

Outro problema (até que esse é divertido): A vida está uma correria frenética! Claro, comparando com meus padrões de água morna e vento manso. Eu gosto mesmo é de apreciar a paisagem, andar a favor do vento, ver morrerem os sóis e nascerem as luas. Mas me sinto pego (não de surpresa) em um ciclone extratropical, um ciclone que eu mesmo chamei com inocentes assovios, como chamando um pequeno cão que vem pulando pro meu colo. É nessa confusão que a vida tem se tornado que me vejo o mais pueril e perdido filho do mundo. Confuso sim, mas corajoso! Corajoso porque escolhi todos os principais rumos que segui, mas ao mesmo tempo inocente, porque à medida que aprendo mais com a vida, vejo que não sabia o quanto estava enganado a respeito do quão contingentes eram os caminhos que estavam por vir.
Outro aspecto de minha vida sobre o qual reflito bastante, também, é a falta que sinto de ser mais categórico ao criar conceitos sobre as pessoas, lugares, disciplinas, filmes, livros, enfim, toda sorte de coisas. Tenho a impressão, a todo instante, de que se evitar relativizar algo, estarei cometendo uma injustiça vergonhosa. Agora mesmo no redigir deste texto, procurei por incoerências e averigüei se não havia sido muito radical em certos pontos, e até existem, mas preferi ignorá-los agora e seguir mais o fluxo de meus pensamentos. Talvez meu superego esteja se fortalecendo tanto, que já começo a apresentar um sintoma indesejável, o autocontrole exacerbado, uma cobrança indevida de mim mesmo (existe um PROCON do eu?).

Aff... São tantas responsabilidades... A faculdade, por exemplo, está uma loucura, adoro Psicologia, de verdade! Mas quando estou disposto! Ultimamente muitas coisas estão um saco. Não gosto de ter datas marcadas na agenda para cumprir tarefas, não estou acostumado. Odeio a metodologia de ensino que conhecemos. Ótimo seria um ensino onde a pessoa fosse a principal construtora do seu conhecimento.  Bem... Até é, mas o que eu quero dizer é que: do jeito que o ensino é da a impressão de que nosso cérebro é uma bagagem aberta onde temos que fazer caber tudo que é parafernália, mesmo a menos desejáveis. Mas eu sei. Infelizmente, por uma questão organizacional, temos que ter um sistema metódico de ensino, e temos que conhecer tudo, até o que menos nos parece fazer sentido, ou o que nos causa mais aversão. Chato, né?

Outra coisa! Trabalho! ODEIO o trabalho (pronto, falei!). Para mim qualquer trabalho é forçado, pelo simples fato de você ser forçado a ter um! É um mundo capitalista onde você é obrigado a "ser alguém na vida", ou viverá as margens do mundo, não terá direito a nada! Ou um vagabundo é um cidadão? Só se for daqueles sustentados por alguém, mas nesse caso é diferente, pois existirá um sujeito (que é alguém na vida!) que trabalha por ele e o sustenta. Não vejo sentido nenhum em a pessoa ser obrigada a usar oito horas (ou seja lá quantas!) da sua vida diariamente para cumprir uma função social e ajudar a manter um sistema POR DEMAIS INSUSTENTÁVEL, cruel, injusto e que destruirá o planeta. Esse mesmo SEU planeta que esse sistema te desapossou e te cobra (caro!) para você tê-lo de volta em pequenas medidas (você não paga até pelo espaço onde vive?). Não lhe parece um contra-senso o trabalho, agora? É o seu tempo de vida que você paga para... VIVER! Isso mesmo! O ser humano criou uma entidade cruel, dona do que se chama "propriedade privada". Não faz sentido.

(respira)

Ok! Ainda assim é possível ignorar tudo isso e ser feliz. Não é? All we need is love! Claro, é possível... Mas falta amor. E isso é o que me deixa mais triste. É o que falta nos seres humanos, entre eles mesmos e seu mundo. E é o que falta na minha vida para eu ser feliz, o resto eu suporto.

P.S: É, até que escrever funciona um pouco...

sábado, 24 de julho de 2010



My name's John Constantine, and here I stay: haunted by London. And London, haunted by me.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Chuva, chuva e chuva... E num rápido momento de distração, Sol! É assim que agora eu aprendi: melhor é andar só distraído.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

Ah! Essas noites que sangram Bohemia e gemem o mais cafajeste Blues! Quão cretino não sou por tê-las como jubilosas...

sábado, 26 de junho de 2010

A beleza das lágrimas

Belos rios,
estes rios de sal,
peregrinos do deserto,
este deserto que nos veste.


Belas cachoeiras,
estas cachoeiras de ruínas
que descem lá das nuvens,
estas débeis nuvens de castelos condenados.


Olhar a vida mais bela
é olhar através destes aquários,
estes aquários de memórias e aprendizados.


A vida é bela porque se derrama,
correndo livre pelos belos córregos da alma,
pois bela é a beleza que evapora.



Soneto I

Passei ontem a noite junto dela.
Do camarote a divisão se erguia 
Apenas entre nós - e eu vivia 
No doce alento dessa virgem bela...


Tanto amor, tanto fogo se revela 
Naqueles olhos negros! Só a via! 
Música mais do céu, mais harmonia 
Aspirando nessa alma de donzela! 


Como era doce aquele seio arfando! 
Nos lábios que sorriso feiticeiro!
Daquelas horas lembro-me chorando! 


Mas o que é triste e dói ao mundo inteiro
É sentir todo o seio palpitando... 
Cheio de amores! E dormir solteiro!



Álvares de Azevedo

sexta-feira, 25 de junho de 2010

As fadas prometem mescalina, vacilam miseravelmente. Sobram planos, chuva, Supertramp e a mente absorta entre o céu e o asfalto.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Eu não sei o que escrever


Eu não sei o que escrever, só sei que estou precisando. Tenho muito a dizer, e de tanto, surge aquela preguiça diretamente proporcional. Assim como muitas coisas, tipo: quando se tem muitos estudos para fazer ou trabalho acumulado, a preguiça se torna algo diretamente proporcional, e a desculpa de não saber por onde começar é a preferida, apesar de qualquer outra servir.
Mas dias atrás pensava o contrário: “Porra! Faz tempo que não escrevo coisas minhas no blog! Acho que não tenho nada para dizer...”. Tenho. Sempre temos, mas às vezes não queremos. Minha vontade era avaliar minha vida estando fora de mim mesmo.

- Olha ali o Carlos! Vejamos... Hoje ele parece [feliz / triste / ansioso / bem humorado...], mas nem penteou o cabelo, será que está com a auto-estima baixa? Ou avesso à sociedade? Ou ainda, está com a auto-estima tão alta que nem liga para o que os outros pensariam de seus embaraçados fios negros.

Esse Carlos de fora teria muitas dúvidas também, mas existe uma diferença crucial na avaliação dele: Ele poderia dar um veredictum e se contentar com ele, aceitando-o e o respeitando até o último dia de sua vida. Afinal temos excelência em formular resposta para a vida de terceiros, isentos de responsabilidades que somos, e no fim, se nos enganássemos (o que acontece muito), seria só mudar de opinião e ficaria tudo numa boa. Simples como não poderia ser. E no caso de simpatizarmos com a figura, melhor ainda! Não temos nem dúvidas, seria como assistir a partida de seu time favorito e saber exatamente para quem o meia deveria tocar a bola, como bater aquela falta perigosa, perto do gol adversário, e ainda mais, o que o juiz e o bandeirinha deveriam julgar do lance duvidoso: “Juiz filho da puta! Foi pênalti, foi pênalti! Cacete!”, “Porra caralho! Foi na bola! Vai dar cartão pra tu mãe, viado!”, “Foi escanteio! Tiro de meta o caralho! Tiro de meta é atirar na tua mãe, oh arrombado!”. E por aí vai... (Sim, a copa do mundo talvez tenha me inspirado um pouco). Mas avaliar sua vida estando nela é como ser o atacante que vai cobrar o pênalti da decisão: calafrios, nervosismo, pressão, taquicardia, medo de errar, “pra que lado chutar?”, 200 Aves Marias por segundo (100 se for um bom ateu).
O que resta é dizer o que sente. Pra quem? Para um blog, quando os amigos faltam e você não consegue confiar mais em ninguém, ou talvez em si mesmo. Aqueles xingamentos atrás dizem alguma coisa, mas ainda não sei o que escrever.



sexta-feira, 28 de maio de 2010

Tempo x Vida


...'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,

pois a única falta que terá,

será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'

Mário Quintana

sábado, 22 de maio de 2010

"Que mundo mais paranóico... Você nem pode falar com uma criança sem se preocupar se não parece um pervertido." (John Constantine)

(Textículo oriundo da HQ Hellbrazer nº 14 edição, Fev. 89)

domingo, 16 de maio de 2010

Eterno nascer

Expelido... Jogado explosivamente para dentro de um mundo trêmulo, temporário. Não sou mais do que uma idéia de vida... Um entusiasmo frenético de ser, debatendo-se para sobreviver à noite. Um fragmento egoísta de consciência, forçado pela crueldade primitiva a nadar num espaço ansioso. Correndo para vencer... Para viver. Apesar de que com minha vitória, meus irmãos são condenados aos milhares, sacrificados para a chance da minha sobrevivência.
... Meu direito de construir o futuro à minha semelhança. O prêmio no jogo de azar da evolução.
Assim no Céu como na Terra. Não há bondade ou maldade neste lugar. Não há culpa. A única obrigação da vida é sobrevivência. Somos todos deuses ou demônios... Exercendo a energia da vontade para espremer a criatividade anárquica da natureza à nossa imagem.
Monumentos rígidos, memoriais à pobreza das nossas imaginações.
Então nadem. Abracem o pensamento. Pensem. Pensem no que são... No que gostariam de ser. Construa seu futuro. Dê à realidade uma forma agradável.
Vá... Mas saiba que todo mundo está sujeito às regras arbitrárias de... “Sexo e Morte”.





(Textículo oriundo da HQ Hellbrazer nº 10 edição de Out. 88)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Quantas vezes eu já duvidei de tudo que acredito ao, simplesmente, ver uma mulher chorar...

sábado, 10 de abril de 2010

A Sensação do Momento

Queria encomendar pra mim
uma daquelas coisas que se vê nas vitrines,
muitas vezes banhada a ouro,
cambiada em nossas veleidades.

Uma coisa assim:
fustigante e bela,
que nas paisagens
se tornam marquises.

Alguns que a têm,
não se importam ou adoram ostentar
em estandartes lá no alto,
vistos como cada vez mais nobres.

Há também aqueles que possuem e ignoram o fato,
mas graças aos sussurrentos,
sempre vigilantes,
acabam descobrindo cedo ou tarde.

No mundo todo,
vem crescendo e virando moda,
ou ainda diria:
“caiu na banalidade”.

É uma daquelas coisas... Hum...
Transadas!
Cheia de valor imediato,
que se acha no mercadinho da Tia Zoila ou nos shoppings mais irados.

E você, tem?
Certamente conhece uma China que tenha.
Mas enfim... Queria sim!
Um pouco de futilidade.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Filho da Luz Perdida

Veja o meu corpo,
estendido ao chão cinzento.
Ossado, sem sopro
nem leito profundo
no orbe que é mundo.

Sou o anjo caído
na planície sem nome.
Sem flores, pedra ou candelabro velado,
um fantasma do passado
que o tempo consome.

Um miserável alado,
sob a constelação de Abril,
pela solidão farejado,
sem oração ou unção.
Ferido, no frio.

Contemple agora (pegue seu vinho seco)
esta criança de Lúcifer; olhe:
tem dois pulmões,
duas asas e... Dois Corações!
Beba tudo de um só gole.

Não há larvas famintas no couro,
teu olhar que não vê é o verme.
Guarde um pouquinho pra ti,
mas deixe uma lágrima brotar de seu cerne.
Ora! Veja, é tarde demais: não estou mais ali.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Lista de coisas que você já fez

  1. Ficar rabiscando alguma coisa enquanto fala no telefone;
  2. Pausar a música por 1 minuto e 1 hora depois perceber que ela ainda tá pausada;
  3. Todo fim de ano, dizer que o ano passou rápido;
  4. Receber a prova, dar uma lida rápida por cima de todas as questões e pensar: FODEU!
  5. Responder: “Não” quando alguém te pergunta “Tudo Bem? só pra ter assunto pra conversa;
  6. Sempre quando está jogando vídeo game em uma parte muito importante sentir coçar o braço/nariz;
  7. Falar para a mãe do meu amigo, que estava sem fome, mas estava com muita fome;
  8. Ficar empolgado na hora de comprar o material pra começar o ano, e na primeira semana não aguentar mais aula;
  9. Ficar até o final do filme no cinema para ver se tem cena extra;
  10. Ter sempre a última folha do caderno rabiscada;
  11. Fazer um barulho com o pé/cadeira, parecer que foi um peido e continuar fazendo pra perceberem que não é o que estavam pensando;
  12. Tentar abrir a porta do carro no exato momento que ela está sendo destravada, não consegue tenta de novo e acontece a mesma coisa;
  13. Estar no meio de um sonho e saber que aquilo não é real , que é só um sonho;
  14. Fazer moicano, no banho, com o cabelo cheio de espuma;
  15. Lamber os dedos sujos de Doritos;
  16. Abaixar o som do PC achando que alguém estava te chamando, e não era ninguém;
  17. Entrar na farmácia só pra me pesar;
  18. Chamar o Faustão de gordo-chato, quando ele interrompe alguém;
  19. Clicar com o botão direito no emoticon do MSN só pra ver o significado que a outra pessoa colocou;
  20. Ficar irritado quando a banda que você gosta vira modinha;
  21. Acordar 10 minutos antes do horário marcado no despertador e dormir de novo até ele tocar;
  22. Ficar comendo milho que sobra da pipoca;
  23. Colocar de volta a pontinha do lápis quando ele quebra e não tem apontador por perto;
  24. Trocar o toque do celular e ligar pra ele do fixo pra ver como ficou;
  25. Procurar alguma coisa loucamente e só achar depois que já desistiu de procurar;
  26. Salvar arquivos com o nome asdasfasfdasd por preguiça;
  27. Não olhar diretamente pra professora quando ela está perguntando algo pra turma ou chamando na frente, com medo de escolher você;
  28. Sair do banho, notar que esqueceu a toalha e ficar gritando: ‘mããããe..!’;
  29. Falar pro professor: “Tá, já entendi” mesmo que não tenha entendido. Só pra ele parar insistir em tentar te explicar;
  30. Apagar tudo que estava escrevendo, quando vê que a outra pessoa está digitando alguma coisa no MSN;
  31. Ficar desconfortável quando está assistindo TV ou um filme com os pais e começa uma cena de sexo;
  32. Assistir a ‘Polishop TV’ quando não tem nada passando de mais interessante;
  33. Fechar a porta da geladeira devagar e ficar olhando para ver quando a luz apaga;
  34. Entrar no banheiro com a luz apagada, e quando sair, acender;
  35. Enviar o Relatório de Erros do Windows na primeira vez que viu isso, depois se dar conta que não adianta nada;
  36. Dar uma de DJ aumentando e diminuindo o volume do rádio;
  37. Fazer um email tosco quando era mais novo e ter vergonha quando te pedem pra passá-lo hoje em dia.
Fonte: http://www.insoonia.com

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Na verdade eu vejo em tudo meu próprio vazio existêncial, mas até que tento disfarçar minha realeza nesse mundo inóspito. Ontem mesmo eu era um plebeu.